Você já subiu na balança, viu o número que esperava, mas continuou insatisfeito com o reflexo no espelho? Aqui está o problema: o peso na balança não diferencia músculo de gordura, osso de água. E é exatamente por isso que médicos e nutricionistas sérios pararam de usar apenas a balança como referência.
Quando falamos em transformação corporal real — seja emagrecimento, ganho de massa muscular ou recomposição — precisamos de dados precisos sobre sua composição corporal. E aí entram dois exames que você provavelmente já ouviu falar: BIA (bioimpedância) e DEXA (densitometria por raio-X de dupla energia).
Mas qual deles você realmente precisa? E mais importante: qual vai te dar as respostas certas no momento certo? Vamos destrinchar isso de forma clara.
O que cada exame realmente mede
Pense na BIA como um scanner rápido que passa uma corrente elétrica imperceptível pelo seu corpo. Como a gordura resiste mais à passagem dessa corrente do que o músculo (que tem mais água), o aparelho calcula sua composição através de equações matemáticas. É rápido, não invasivo, e você pode fazer em consultório.
Já o DEXA funciona como um raio-X sofisticado que literalmente “fotografa” seus tecidos em camadas. Ele diferencia osso, músculo e gordura com precisão milimétrica, mostrando inclusive onde essa gordura está distribuída — se é visceral (ao redor dos órgãos) ou subcutânea (embaixo da pele).
A diferença fundamental? A BIA estima através de cálculos. O DEXA mede diretamente.
Quando a BIA é suficiente (e quando não é)
A bioimpedância brilha no acompanhamento de rotina. Se você está em um protocolo de emagrecimento consistente e precisa monitorar sua evolução mensalmente, ela oferece um panorama útil sem custo elevado.
Mas aqui está o problema: a BIA é extremamente sensível a variáveis do dia. Bebeu menos água? O resultado muda. Treinou pesado na véspera? Muda de novo. Está no período pré-menstrual? Mais uma variação. Comeu carboidratos na noite anterior? Você entendeu.

Por isso, se você precisa de dados precisos para decisões clínicas importantes — como ajustar doses de reposição hormonal, avaliar risco metabólico real ou entender por que seu corpo não responde ao tratamento — a BIA pode te dar uma resposta imprecisa.
Estudos mostram que a margem de erro da bioimpedância pode chegar a 8-10% na estimativa de gordura corporal. Isso significa que se o aparelho diz que você tem 25% de gordura, o valor real pode estar entre 17% e 33%. Uma diferença enorme quando decisões terapêuticas dependem desses números.
Por que o DEXA é considerado padrão-ouro
O DEXA não adivinha — ele vê. Com margem de erro inferior a 2%, ele é o exame de referência em pesquisas científicas e protocolos médicos avançados. E aqui está o que ele revela que a BIA não consegue:
Distribuição regional de gordura: Ele mostra se você acumula mais gordura no tronco (padrão androide, associado a maior risco metabólico) ou nos membros (padrão ginoide). Essa informação é crucial para avaliar risco cardiovascular e resistência à insulina.
Gordura visceral quantificada: Aquela gordura ao redor dos órgãos que libera citocinas inflamatórias e bagunça seus hormônios? O DEXA mede exatamente quanto você tem. E isso importa muito mais do que o percentual total de gordura.
Massa muscular segmentar: Ele mostra quanto músculo você tem em cada membro, identificando assimetrias e perda muscular localizada — essencial para quem está em reposição hormonal ou tratando sarcopenia.
Densidade óssea: Como bônus, o DEXA avalia sua saúde óssea, identificando osteopenia ou osteoporose antes que você tenha sintomas.
Esse nível de detalhe transforma o DEXA em uma ferramenta diagnóstica, não apenas de acompanhamento. Na Clínica Rigatti, usamos esses dados para personalizar protocolos de modulação hormonal, nutrição e suplementação com precisão cirúrgica.
Quer entender sua composição corporal real e tomar decisões baseadas em dados precisos? Converse com nossos especialistas e descubra qual exame faz sentido para o seu momento.

Qual escolher para o seu objetivo
A escolha não é sobre qual é “melhor” em absoluto — é sobre qual responde a pergunta certa no momento certo.
Escolha a BIA se você: Está em acompanhamento nutricional de rotina, precisa de feedback mensal acessível, já conhece seu corpo e quer monitorar tendências gerais. É perfeita para quem está em manutenção ou em protocolos iniciais de mudança de hábitos.
Escolha o DEXA se você: Está iniciando um protocolo médico de emagrecimento ou recomposição corporal, precisa avaliar risco metabólico, está em reposição hormonal, tem histórico de efeito sanfona ou quer dados precisos para decisões clínicas.
Aqui está uma analogia útil: a BIA é como verificar a temperatura com a mão na testa — dá uma ideia geral. O DEXA é o termômetro digital — te dá o número exato. Ambos têm seu lugar, mas quando a febre é alta e você precisa decidir se vai ao hospital, você quer o termômetro.
Como interpretar os resultados (e não se enganar)
Números isolados mentem. O que importa é o contexto e a evolução.
Imagine que seu DEXA mostra 28% de gordura corporal. Isso é “ruim”? Depende. Se você é mulher na pós-menopausa e há seis meses estava com 35%, isso é uma vitória metabólica significativa. Se você é homem de 30 anos sedentário, pode indicar risco metabólico que precisa ser endereçado.
Mais importante que o percentual total é a distribuição. Estudos indicam que pessoas com gordura predominantemente visceral têm risco cardiovascular até 3 vezes maior, mesmo com percentual de gordura “normal”. É por isso que atletas com “tanquinho” podem ter resistência à insulina, e pessoas com percentual mais alto podem ter saúde metabólica impecável.
E aqui entra outro ponto crucial: a relação entre massa muscular e metabolismo basal. Cada quilo de músculo queima cerca de 13 calorias por dia em repouso. Parece pouco? Cinco quilos de músculo representam 65 calorias diárias — quase 24.000 calorias por ano, equivalente a 3 quilos de gordura queimados sem esforço adicional.
Por isso, protocolos inteligentes de emagrecimento focam em recomposição corporal — perder gordura enquanto preserva (ou ganha) músculo. E você só consegue monitorar isso adequadamente com exames de composição corporal, não com a balança.
O que a Clínica Rigatti faz diferente
Aqui está o que aprendemos em mais de 10 anos e 15.000 pacientes atendidos: exames são ferramentas, não respostas. O DEXA te diz o que está acontecendo. Mas só uma avaliação médica integrada te diz por que está acontecendo e como reverter.
Quando um paciente chega com gordura visceral elevada, não tratamos o número — investigamos a causa raiz. Pode ser resistência à insulina, cortisol cronicamente elevado, deficiência de hormônios tireoidianos, ou uma combinação de fatores. O exame aponta o problema; o protocolo personalizado resolve.
Combinamos dados de composição corporal com painéis hormonais completos, avaliação de marcadores inflamatórios, análise de padrões nutricionais e histórico clínico detalhado. Só assim conseguimos criar protocolos que funcionam — e que se sustentam no longo prazo.

A verdade é que tanto a BIA quanto o DEXA são ferramentas valiosas quando usadas no contexto certo. A BIA te dá feedback rápido e acessível para acompanhamento. O DEXA te dá precisão diagnóstica para decisões que realmente importam. O ideal? Usar o DEXA como marco inicial e em momentos-chave (a cada 6-12 meses), e a BIA para monitoramento mensal entre esses marcos.
Mas lembre-se: nenhum exame substitui a avaliação clínica individualizada. Seus sintomas, sua história, seus objetivos — tudo isso importa tanto quanto os números. A composição corporal é uma peça do quebra-cabeça, não o quebra-cabeça inteiro.
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