Mulher demonstrando desconforto na região pélvica, ilustrando sintomas de disfunção do assoalho pélvico que afetam a libido

Você já parou para pensar que a falta de desejo sexual pode não estar apenas na sua cabeça — ou nos seus hormônios? Existe uma estrutura no seu corpo, silenciosa e frequentemente ignorada, que pode estar sabotando sua vida íntima sem que você perceba: o assoalho pélvico.

Essa rede de músculos, ligamentos e tecidos conectivos que sustenta seus órgãos pélvicos não é apenas responsável por “segurar tudo no lugar”. Ela é fundamental para a sensibilidade, o prazer e até mesmo para o desejo sexual. E quando ela está enfraquecida, tensionada demais ou disfuncional, sua libido paga o preço.

Aqui está o que poucos te contam: problemas no assoalho pélvico são extremamente comuns — especialmente após gestações, cirurgias, envelhecimento ou até mesmo pelo simples hábito de segurar a respiração durante exercícios. E eles podem estar na raiz de um desinteresse sexual que você atribui ao cansaço, ao estresse ou à idade.

O assoalho pélvico que ninguém te ensinou a conhecer

Pense no assoalho pélvico como uma rede de sustentação — uma espécie de trampolim muscular que fica na base da sua pelve. Ele sustenta a bexiga, o útero (nas mulheres), a próstata (nos homens) e o intestino. Mas sua função vai muito além da estrutural.

Esses músculos são densamente inervados, ou seja, repletos de terminações nervosas. Eles participam ativamente da resposta sexual: contraem-se durante o orgasmo, ajudam na ereção (sim, nos homens também), aumentam a sensibilidade vaginal e contribuem para a lubrificação natural. Quando estão saudáveis e funcionais, eles amplificam o prazer. Quando não estão, o corpo simplesmente não responde como deveria.

E aqui vem o ponto crucial: um assoalho pélvico disfuncional não significa necessariamente “fraco”. Ele pode estar hipertônico — ou seja, tenso demais, incapaz de relaxar. Essa tensão crônica causa dor, desconforto e, inevitavelmente, uma aversão inconsciente ao sexo.

Como a disfunção mecânica apaga o desejo

A libido não é apenas química. Ela é também sensorial, emocional e, sim, mecânica. Quando há dor ou desconforto durante a relação sexual — algo extremamente comum em quem tem disfunção do assoalho pélvico —, o cérebro cria uma associação negativa. O corpo aprende a evitar o que causa dor.

Estudos mostram que mulheres com disfunção do assoalho pélvico têm taxas significativamente maiores de dor na relação sexual, o que naturalmente leva à diminuição do desejo. Não é falta de interesse — é o corpo sinalizando que algo não está certo.

Nos homens, a situação é igualmente relevante. Um assoalho pélvico enfraquecido pode comprometer a rigidez da ereção e a capacidade de manter o controle ejaculatório. A frustração e a ansiedade de desempenho que surgem daí criam um ciclo vicioso: quanto mais você se preocupa, menos o corpo responde.

Modelo anatômico detalhado do assoalho pélvico mostrando camadas musculares e conexões nervosas relacionadas à função sexual

Quando os hormônios entram na equação

Aqui está onde a história fica ainda mais interessante: a saúde do assoalho pélvico e o equilíbrio hormonal estão profundamente conectados. O estrogênio, por exemplo, é essencial para manter a elasticidade e a vascularização dos tecidos pélvicos. Quando ele cai — como acontece na perimenopausa ou após o parto —, os músculos perdem tônus, os tecidos ficam mais finos e a sensibilidade diminui.

A testosterona também desempenha um papel crucial, tanto em homens quanto em mulheres. Ela não só influencia o desejo sexual diretamente, mas também contribui para a força muscular — incluindo a do assoalho pélvico. Quando os níveis estão baixos, a musculatura perde vigor, e a resposta sexual fica comprometida.

Esse é exatamente o tipo de desequilíbrio que investigamos na Clínica Rigatti, cruzando exames hormonais com avaliação clínica detalhada para entender o que está acontecendo no seu corpo como um todo.

Quer saber se a disfunção do assoalho pélvico está afetando sua libido? Converse com nossos especialistas e descubra.

Os sinais que seu corpo está enviando

Como saber se o assoalho pélvico está por trás da sua falta de libido? Alguns sinais são claros:

Incontinência urinária ao tossir, espirrar ou durante exercícios. Sensação de peso ou pressão na região pélvica. Dor durante ou após a relação sexual. Dificuldade em atingir o orgasmo ou orgasmos menos intensos. Nos homens, dificuldade em manter a ereção ou ejaculação precoce.

Mas aqui está o detalhe: muitas vezes, a disfunção é silenciosa. Você pode não ter sintomas óbvios além da diminuição do desejo sexual. E é justamente por isso que ela passa despercebida por tanto tempo.

Fisioterapeuta especializada realizando avaliação do assoalho pélvico com equipamento de biofeedback em ambiente clínico acolhedor

O que fazer quando a estrutura precisa de atenção

A boa notícia é que o assoalho pélvico responde muito bem a intervenções. Fisioterapia pélvica especializada é o padrão-ouro para reabilitar essa musculatura — seja fortalecendo músculos fracos ou relaxando músculos hipertônicos. Não é sobre fazer “exercícios de Kegel” aleatoriamente (que, aliás, podem piorar o quadro se feitos incorretamente). É sobre avaliação individualizada e protocolo personalizado.

Paralelamente, a reposição hormonal pode ser fundamental. Quando o estrogênio está baixo, por exemplo, a terapia hormonal local (como cremes vaginais) pode restaurar a saúde dos tecidos e melhorar drasticamente a resposta sexual. O mesmo vale para a testosterona, que pode ser ajustada tanto em homens quanto em mulheres.

E aqui entra a abordagem que defendemos: tratar a causa, não apenas o sintoma. Se a sexualidade aos 40+ mudou, não é porque “é assim mesmo”. É porque algo mudou no seu corpo — e esse algo pode ser corrigido.

A libido como termômetro da saúde integral

Aqui está uma verdade que vale a pena internalizar: a libido não é um luxo. Ela é um indicador de saúde. Quando o desejo sexual diminui, seu corpo está te dizendo que algo precisa de atenção — seja hormonal, estrutural, emocional ou uma combinação de tudo isso.

Ignorar esse sinal é perder a oportunidade de investigar desequilíbrios que vão muito além da vida íntima. A mesma queda de estrogênio que afeta o assoalho pélvico também compromete a densidade óssea. A mesma testosterona baixa que reduz o desejo também diminui a massa muscular e a energia. Tudo está conectado.


Site Clínica Rigatti

O assoalho pélvico é uma estrutura pequena, mas seu impacto na qualidade de vida é imenso. Quando ele funciona bem, você nem percebe que ele existe. Quando ele falha, a vida íntima — e muitas vezes a autoestima — paga o preço. Mas a disfunção não é uma sentença. Com avaliação adequada, tratamento hormonal quando necessário e reabilitação especializada, é possível recuperar não apenas a função, mas o prazer e o desejo que pareciam perdidos.

A Clínica Rigatti trabalha justamente nessa interseção: onde a estrutura encontra a química, onde o corpo encontra a mente. Porque saúde sexual não é um detalhe — é parte essencial de uma vida plena.

Pronto para entender o que está por trás da sua falta de desejo?

Agende sua avaliação e descubra o caminho personalizado para reconectar com seu corpo e sua sexualidade.

Gostou da postagem? Não se esqueça de compartilhar!

CATEGORIES:

Saúde

Combinamos ciência, tecnologia e personalização para transformar sua performance, de dentro para fora.

No responses yet

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *