Você bebe dois, três litros de água por dia e ainda assim sente fadiga, cãibras durante o treino ou aquela sensação de que algo está faltando? Aqui está o que poucos te contam: o tipo de água que você escolhe pode estar sabotando sua hidratação — especialmente se você treina regularmente ou vive sob estresse constante.
A diferença entre água mineral e filtrada vai muito além do sabor ou da praticidade. Estamos falando de eletrólitos, minerais essenciais e do equilíbrio delicado que seu corpo precisa para funcionar no seu melhor. E quando esse equilíbrio falha, você não sente apenas sede — sente cansaço, queda de performance e até alterações hormonais.
O que realmente diferencia água mineral de água filtrada
Pense na água como um veículo de transporte. A água filtrada é como um carro vazio — ela hidrata, sim, mas chega ao destino sem passageiros. Já a água mineral é aquele mesmo carro, mas carregando nutrientes essenciais: magnésio, cálcio, potássio e sódio.
A água filtrada passa por processos que removem impurezas, cloro e metais pesados — o que é excelente para segurança. Mas junto com os contaminantes, vão embora também os minerais naturais. O resultado? Água pura, mas nutricionalmente vazia.
A água mineral, por outro lado, vem de fontes subterrâneas protegidas e carrega consigo a assinatura mineral do solo por onde passou. Cada fonte tem uma composição única, e é essa variação que pode fazer diferença real no seu corpo.
Curioso como isso impacta sua rotina, não é? Vamos aos detalhes.

Eletrólitos: os maestros invisíveis da sua hidratação
Eletrólitos não são apenas um termo da moda fitness. São minerais eletricamente carregados que controlam desde a contração muscular até a transmissão de impulsos nervosos. Sódio, potássio, magnésio e cálcio — cada um tem um papel específico e insubstituível.
O sódio regula o volume de líquido dentro e fora das células. Quando você sua intensamente e repõe apenas com água filtrada, dilui o sódio do sangue. Seu corpo interpreta isso como excesso de água e… elimina ainda mais. Resultado? Você bebe litros e continua desidratado. Estudos mostram que atletas que repõem apenas com água pura podem ter queda de até 20% na performance.
O potássio trabalha em parceria com o sódio, controlando a pressão arterial e a função muscular. Deficiência de potássio se manifesta como fadiga, fraqueza e aquelas cãibras inconvenientes no meio do treino. E aqui está o ponto: uma água mineral rica em potássio pode fornecer até 15% da sua necessidade diária em apenas um litro.
Já o magnésio — esse mineral frequentemente esquecido — participa de mais de 300 reações enzimáticas no corpo. Ele relaxa músculos, regula o sono e até influencia a produção de cortisol, o hormônio do estresse.
Esse é exatamente o tipo de desequilíbrio que investigamos na Clínica Rigatti, onde avaliamos não apenas o que você consome, mas como seu corpo absorve e utiliza esses nutrientes.
Quando a água filtrada faz mais sentido
Nem tudo é preto no branco. A água filtrada tem seu lugar — e um lugar importante.
Se você vive em regiões onde a água da torneira tem alta concentração de cloro, flúor ou metais pesados, um bom filtro é essencial. A exposição crônica a esses compostos pode sobrecarregar seu fígado e rins, órgãos que já trabalham duro filtrando tudo que você consome.
Para o dia a dia sedentário, em ambiente climatizado, sem grande perda de suor, a água filtrada cumpre bem seu papel básico: hidratar. O problema surge quando você adiciona variáveis: treino intenso, calor, estresse crônico ou dietas restritivas que já limitam a ingestão de minerais.
Aqui está a questão: você pode beber água filtrada e compensar os minerais através da alimentação. Mas isso exige planejamento. Folhas verdes escuras, sementes, peixes e abacate precisam estar presentes diariamente. E sejamos honestos — quantas pessoas realmente conseguem manter essa consistência?
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Água mineral e performance esportiva: a conexão que poucos fazem
Se você treina regularmente — seja musculação, corrida, crossfit ou qualquer atividade que te faça suar — a escolha da água deixa de ser detalhe e vira estratégia.
Durante exercícios intensos, você perde não apenas água, mas eletrólitos em proporções significativas. Um treino de uma hora pode eliminar até 2 litros de suor, carregando consigo sódio, potássio e magnésio. Repor apenas com água filtrada é como tentar encher um balde furado — você coloca líquido, mas não retém os minerais necessários para a recuperação.
Pesquisas indicam que a reposição adequada de eletrólitos pode melhorar a resistência muscular em até 15% e reduzir o tempo de recuperação pós-treino. Isso acontece porque os minerais facilitam a absorção de água pelas células — um processo chamado osmose. Sem eletrólitos, a água simplesmente passa pelo seu sistema sem ser aproveitada.
A verdade sobre hidratação é que quantidade não substitui qualidade. Você pode estar bebendo o suficiente, mas se faltar a composição certa, seu corpo continua em déficit.
E aqui vem a parte interessante: diferentes águas minerais têm perfis minerais distintos. Algumas são ricas em magnésio (ideais para recuperação muscular), outras em cálcio (importantes para densidade óssea), e há aquelas com equilíbrio de sódio e potássio (perfeitas para reposição pós-treino).
Como escolher a água certa para você
A escolha ideal depende do seu estilo de vida, nível de atividade física e até do seu perfil metabólico.
Para quem treina intensamente, águas minerais com teor moderado a alto de sódio (acima de 50mg/L) e potássio (acima de 10mg/L) fazem sentido. Elas ajudam na reposição imediata e melhoram a absorção celular.
Se você lida com estresse crônico, fadiga ou insônia, priorize águas ricas em magnésio (acima de 30mg/L). Esse mineral tem efeito calmante no sistema nervoso e melhora a qualidade do sono — algo que impacta diretamente seus hormônios e capacidade de recuperação.
Para quem tem pressão arterial elevada ou retenção de líquidos, águas com baixo teor de sódio (abaixo de 20mg/L) são mais adequadas. Mas atenção: isso não significa que você deve evitar sódio completamente — apenas ajustar a quantidade ao seu contexto individual.
E aqui está um detalhe que muitos ignoram: o pH da água também importa. Águas levemente alcalinas (pH entre 7,5 e 8,5) podem ajudar a neutralizar a acidez metabólica gerada por dietas ricas em proteína ou treinos intensos.
Essa individualização é exatamente o que praticamos na periodização nutricional — ajustar cada variável, incluindo hidratação, ao seu momento e objetivo específico.
A estratégia híbrida que funciona
Você não precisa escolher apenas uma. A abordagem mais inteligente combina ambas de forma estratégica.
Use água filtrada para consumo geral ao longo do dia — cozinhar, fazer café, aquela garrafa que você leva para o trabalho. Isso garante segurança e remove contaminantes sem pesar no bolso.
Reserve a água mineral para momentos-chave: antes, durante e depois dos treinos; em dias de calor intenso; quando você está sob estresse elevado; ou durante períodos de maior demanda física ou mental.
Outra estratégia eficaz é adicionar uma pitada de sal marinho não refinado (rico em minerais traço) à sua água filtrada. Isso não substitui completamente a água mineral, mas melhora significativamente o perfil eletrolítico. Meio grama de sal em um litro de água já faz diferença na absorção.
E vale lembrar: suplementação de eletrólitos em pó ou cápsulas pode ser útil, mas não substitui a complexidade mineral de uma boa água natural. Os minerais na água estão em forma iônica, prontos para absorção imediata — algo que nem todos os suplementos conseguem replicar.

A escolha entre água mineral e filtrada não é sobre qual é melhor em absoluto — é sobre qual serve melhor ao seu corpo, no seu contexto, com suas demandas específicas. Seu nível de atividade física, seu perfil hormonal, sua dieta e até seu nível de estresse influenciam o que você precisa.
Quando você entende que hidratação vai além de volume e passa a considerar composição, seu corpo responde. Mais energia, melhor recuperação, performance otimizada — tudo começa com as escolhas aparentemente simples que você faz todos os dias. Conheça os tratamentos da Clínica Rigatti e descubra como a nutrição personalizada pode transformar até os detalhes mais básicos da sua rotina em ferramentas de saúde.
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