Você já sentiu aquele desconforto íntimo que parece não ter explicação? Aquele ressecamento que torna até a roupa íntima incômoda, ou a dor durante a relação que faz você evitar momentos de intimidade? Se você está na menopausa ou se aproximando dela, há grandes chances de estar enfrentando algo que a medicina chama de GSM — Síndrome Geniturinária da Menopausa.
E aqui está o que poucos te contam: até 50% das mulheres na pós-menopausa vivem com esses sintomas. Mas a maioria sofre em silêncio, achando que é “normal da idade” ou que não há solução. A verdade? Existe tratamento eficaz, baseado em ciência, que pode restaurar sua qualidade de vida e bem-estar íntimo.
O que é GSM e por que ela acontece
GSM é a sigla para Genitourinary Syndrome of Menopause — em português, Síndrome Geniturinária da Menopausa. É um conjunto de sintomas que afeta a região vaginal, vulvar e urinária, causado pela queda acentuada dos níveis de estrogênio após a menopausa.
Pense no estrogênio como o nutriente essencial que mantém os tecidos vaginais saudáveis, elásticos e bem lubrificados. Quando esse hormônio despenca — o que acontece naturalmente na menopausa — esses tecidos começam a sofrer uma transformação silenciosa: ficam mais finos, menos elásticos e perdem a capacidade de produzir lubrificação adequada.
Esse processo tem um nome técnico: atrofia vulvovaginal. E diferentemente das ondas de calor que podem melhorar com o tempo, a GSM tende a piorar progressivamente se não for tratada. É como uma planta que, sem água, vai murchando aos poucos.
Os sintomas que roubam sua qualidade de vida
A GSM se manifesta de várias formas, e você pode experimentar um ou vários desses sintomas simultaneamente:
Ressecamento vaginal: Aquela sensação constante de secura, desconforto ao sentar, caminhar ou usar roupas mais justas. É o sintoma mais comum e geralmente o primeiro a aparecer.
Dor durante a relação sexual: Tecnicamente chamada de dispareunia, essa dor pode variar de um leve desconforto a uma sensação de queimação ou ardência intensa. Muitas mulheres começam a evitar a intimidade, o que afeta não apenas a vida sexual, mas também a autoestima e os relacionamentos.
Sintomas urinários: Urgência para urinar, aumento da frequência urinária, sensação de ardência ao urinar e maior propensão a infecções urinárias recorrentes. Isso acontece porque a uretra e a bexiga também possuem receptores de estrogênio e sofrem com sua ausência.
Quando seus hormônios afetam sua vida sexual, o impacto vai muito além do físico — atinge sua confiança, seus relacionamentos e sua percepção de feminilidade.

Por que o silêncio em torno da GSM precisa acabar
Aqui está um dado que deveria te deixar indignada: estudos mostram que apenas 25% das mulheres com GSM buscam ajuda médica. Por quê? Vergonha, constrangimento, falta de informação ou a crença de que “é assim mesmo depois da menopausa”.
Mas não é. E não precisa ser.
A GSM não é uma sentença inevitável do envelhecimento feminino. É uma condição médica com tratamentos comprovados que podem restaurar a saúde dos tecidos vaginais e devolver sua qualidade de vida. Reconhecer os sintomas do estrogênio baixo é o primeiro passo para buscar o tratamento adequado.
Na Clínica Rigatti, abordamos a saúde feminina com a seriedade e a personalização que ela merece, investigando cada sintoma para criar protocolos individualizados.
Estrógeno local: a solução que age direto na causa
O tratamento mais eficaz para GSM é a terapia com estrogênio local — aplicado diretamente na região vaginal. E aqui está a beleza dessa abordagem: você trata o problema exatamente onde ele está, com doses muito baixas de hormônio que agem localmente, sem impacto sistêmico significativo.
O estriol é a forma de estrogênio mais utilizada para esse fim. É considerado o estrogênio mais fraco dos três tipos naturais (estradiol, estrona e estriol), mas isso é justamente sua vantagem: ele é potente o suficiente para restaurar a saúde vaginal, mas suave o bastante para ser usado com segurança a longo prazo.
Quando aplicado regularmente — geralmente em forma de creme, óvulo ou gel vaginal — o estriol promove uma verdadeira regeneração dos tecidos:
Aumenta a espessura da parede vaginal, restaura a elasticidade natural, normaliza o pH vaginal (que fica mais ácido, protegendo contra infecções), estimula a produção de lubrificação natural e melhora o fluxo sanguíneo para a região.
Os resultados? A maioria das mulheres relata melhora significativa em 4 a 6 semanas de uso. E diferentemente de tratamentos sistêmicos, o estrógeno local tem um perfil de segurança excelente, mesmo para mulheres que não podem ou não querem fazer reposição hormonal sistêmica.
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DHEA vaginal: a alternativa que seu médico talvez não conheça
Existe outra opção fascinante que vem ganhando destaque na literatura científica: o DHEA vaginal. DHEA (dehidroepiandrosterona) é um hormônio precursor que, quando aplicado localmente, é convertido pelos próprios tecidos vaginais em estrogênio e testosterona — exatamente nas quantidades que aquela região precisa.
É como fornecer a matéria-prima e deixar que o próprio corpo fabrique os hormônios necessários. Estudos mostram que o DHEA vaginal é tão eficaz quanto o estrogênio local para tratar os sintomas da GSM, com a vantagem adicional de também aumentar ligeiramente os níveis locais de testosterona, o que pode beneficiar a libido e a sensibilidade.
Para mulheres com histórico de câncer de mama sensível a hormônios, o DHEA vaginal pode ser uma alternativa mais confortável, embora essa decisão sempre deva ser individualizada e discutida com seu médico.
Além dos hormônios: abordagens complementares
Embora a terapia hormonal local seja o padrão-ouro, existem outras estratégias que podem complementar o tratamento ou ajudar mulheres que não podem usar hormônios:
Hidratantes vaginais: Diferentes de lubrificantes (usados apenas durante a relação), os hidratantes são aplicados regularmente e ajudam a reter umidade nos tecidos. Não revertem a atrofia, mas aliviam o desconforto.
Laser vaginal: Tecnologias como laser de CO2 fracionado estimulam a produção de colágeno e melhoram a vascularização dos tecidos vaginais. Os resultados são promissores, embora ainda sejam necessários mais estudos de longo prazo.
Radiofrequência: Similar ao laser, usa energia para estimular a regeneração tecidual. Pode ser uma opção para quem busca tratamentos não hormonais.
Vale lembrar que essas abordagens funcionam melhor quando combinadas com mudanças no estilo de vida: hidratação adequada, alimentação anti-inflamatória e manutenção da atividade sexual regular (que aumenta o fluxo sanguíneo para a região e ajuda a preservar a elasticidade).
Entender como os hormônios femininos afetam sua saúde de forma integral ajuda a compreender por que o tratamento da GSM vai muito além do alívio de sintomas locais.

A GSM não é um tabu que você precisa carregar sozinha. É uma condição médica tratável que afeta milhões de mulheres — e que responde extraordinariamente bem quando abordada com o protocolo correto. Você não precisa aceitar o desconforto, a dor ou a perda de intimidade como parte inevitável do envelhecimento.
Na Clínica Rigatti, tratamos a saúde feminina com a profundidade que ela merece. Não oferecemos soluções genéricas, mas protocolos personalizados que consideram sua história, seus sintomas, seus exames e seus objetivos. Porque cada mulher é única, e seu tratamento também deveria ser.
Conheça os tratamentos da Clínica Rigatti e descubra como a medicina personalizada pode transformar essa fase da sua vida.
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