Você já entrou numa sauna e saiu se sentindo renovado, mas ficou na dúvida se estava aproveitando o melhor tipo para o que seu corpo realmente precisa? A verdade é que nem toda sauna funciona da mesma forma — e entender essa diferença pode ser o divisor de águas entre um ritual relaxante e uma ferramenta terapêutica poderosa.
Enquanto a sauna úmida tradicional trabalha aquecendo o ar ao seu redor, a infravermelha penetra diretamente nos seus tecidos. São mecanismos completamente diferentes, com benefícios que se sobrepõem em alguns pontos, mas divergem radicalmente em outros. E aqui está o que poucos te contam: escolher a sauna errada para seu objetivo pode significar perder benefícios importantes.
Como cada tipo de sauna funciona no seu corpo
Pense na sauna úmida como um abraço quente e envolvente. Ela aquece o ambiente entre 70°C e 100°C, com umidade que pode chegar a 100%. Seu corpo responde ao calor externo: os vasos sanguíneos se dilatam, você começa a suar intensamente, e a frequência cardíaca aumenta — como se estivesse fazendo um exercício moderado.
Já a sauna infravermelha funciona de forma mais sutil e profunda. Com temperaturas entre 40°C e 60°C, ela emite ondas de luz infravermelha que penetram até 4 centímetros na sua pele, aquecendo músculos, tecidos e até órgãos internos diretamente. É como se o calor viesse de dentro para fora.
Essa diferença no mecanismo de ação explica por que pessoas que não toleram bem o calor intenso da sauna úmida conseguem aproveitar sessões mais longas na sauna infravermelha — e ainda assim colhem benefícios metabólicos significativos.

Circulação e saúde cardiovascular: onde cada uma brilha
Ambas as saunas melhoram a circulação, mas por caminhos ligeiramente diferentes. A sauna úmida provoca uma vasodilatação rápida e intensa — seus vasos sanguíneos se expandem em resposta ao calor ambiente, aumentando o fluxo sanguíneo periférico quase imediatamente.
A infravermelha, por sua vez, estimula a produção de óxido nítrico, uma molécula que relaxa as paredes dos vasos sanguíneos de forma mais sustentada. Estudos mostram que sessões regulares podem reduzir a pressão arterial e melhorar a função endotelial — aquela camada interna dos vasos que, quando saudável, protege contra doenças cardiovasculares.
Curioso como isso funciona, não é? O calor infravermelho também aumenta a produção de proteínas de choque térmico, que protegem as células do estresse oxidativo e melhoram a saúde do sistema cardiovascular a longo prazo.
Na Clínica Rigatti, avaliamos qual tipo de termoterapia se encaixa melhor no seu perfil metabólico e objetivos de saúde, considerando desde sua tolerância ao calor até condições cardiovasculares pré-existentes.
Desintoxicação: mito ou realidade?
Aqui está um ponto onde a ciência e o marketing frequentemente se confundem. Sim, você sua nas duas saunas — mas o que exatamente está sendo eliminado?
Na sauna úmida, o suor é composto principalmente de água e eletrólitos. Você perde líquido, sente-se mais leve, mas a eliminação de toxinas é mínima. Já na infravermelha, pesquisas indicam que o suor contém concentrações ligeiramente maiores de metais pesados e compostos químicos lipossolúveis — aqueles disruptores endócrinos que se acumulam no tecido adiposo.
Mas calma: isso não significa que a sauna sozinha vai “desintoxicar” seu corpo completamente. Seu fígado e rins continuam sendo os protagonistas desse processo. A sauna funciona como uma ferramenta complementar, especialmente quando combinada com hidratação adequada e protocolos nutricionais anti-inflamatórios.
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Recuperação muscular e dor crônica
Se você treina intensamente ou convive com dores musculares crônicas, a sauna infravermelha leva vantagem. A penetração profunda do calor alcança camadas de tecido que o vapor úmido simplesmente não consegue atingir.
Atletas relatam redução significativa na dor muscular tardia (aquela que aparece 24-48h após o treino) e melhora na flexibilidade. O calor infravermelho aumenta o fluxo sanguíneo local, acelera a remoção de metabólitos inflamatórios e promove a regeneração tecidual.
Já a sauna úmida oferece um relaxamento mais imediato e superficial — ótima para aliviar tensões do dia a dia, mas menos eficaz para questões musculoesqueléticas profundas.
Pele, respiração e tolerância individual
Para quem busca benefícios respiratórios, a sauna úmida é imbatível. O vapor ajuda a umidificar as vias aéreas, afrouxar secreções e aliviar sintomas de sinusite e congestão. Pessoas com asma leve frequentemente relatam melhora após sessões regulares.
A pele também responde bem ao vapor: os poros se abrem, a limpeza é mais profunda, e a hidratação superficial melhora temporariamente. Mas atenção — se você tem rosácea ou pele muito sensível, o calor intenso pode agravar a vermelhidão.
A infravermelha, por ser mais seca e menos quente, é geralmente melhor tolerada por quem tem problemas respiratórios graves, pressão baixa ou dificuldade com ambientes muito úmidos. Ela também estimula a produção de colágeno de forma mais consistente, o que pode beneficiar a elasticidade da pele a longo prazo.
Frequência, duração e contraindicações
Sauna úmida: sessões de 10-20 minutos, 2-3 vezes por semana, são suficientes para a maioria das pessoas. O calor intenso exige cautela — hidratar-se antes e depois é fundamental.
Sauna infravermelha: você pode estender para 30-45 minutos por sessão, já que a temperatura é mais amena. Alguns protocolos de longevidade recomendam até 4-5 sessões semanais para otimização metabólica.
Contraindicações importantes para ambas: gravidez, insuficiência cardíaca descompensada, pressão arterial muito instável, e uso de certos medicamentos que afetam a termorregulação. Sempre consulte um médico antes de iniciar um protocolo regular de termoterapia.

Então, qual escolher?
A resposta honesta é: depende do que você busca. Se seu objetivo é relaxamento imediato, alívio respiratório e uma experiência sensorial intensa, a sauna úmida tradicional entrega exatamente isso. É o ritual ancestral que conecta corpo e mente através do calor envolvente.
Mas se você está em busca de benefícios terapêuticos mais profundos — melhora na circulação sustentada, recuperação muscular, suporte à desintoxicação de compostos lipossolúveis, e otimização metabólica — a sauna infravermelha oferece vantagens claras, especialmente quando integrada a um protocolo de saúde personalizado.
Na prática, muitas pessoas se beneficiam de alternar entre os dois tipos, aproveitando o melhor de cada mundo. O importante é entender que a termoterapia não é apenas um luxo — quando bem aplicada, ela se torna uma ferramenta legítima de medicina preventiva e otimização da performance.
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