Mulher atlética conferindo aplicativo de jejum intermitente no celular antes de treinar pela manhã em academia caseira iluminada

Você já evitou treinar em jejum com medo de sair da academia faminto, pronto para devorar a geladeira inteira? Essa é uma das preocupações mais comuns quando o assunto é exercício sem comer antes. Mas aqui está algo que poucos te contam: a grelina — o hormônio da fome — não funciona do jeito que você imagina durante o treino.

Na verdade, o exercício em jejum pode fazer exatamente o oposto do que você teme. E entender esse mecanismo pode transformar completamente sua relação com o treino, a alimentação e até mesmo seus resultados.

O que é grelina e por que ela importa

Pense na grelina como o alarme de fome do seu corpo. Produzida principalmente no estômago, ela sobe quando você está há algumas horas sem comer e envia sinais ao cérebro dizendo: “Ei, está na hora de buscar comida”.

Mas aqui está o ponto interessante: a grelina não é apenas um mensageiro da fome. Ela também tem papéis metabólicos profundos — influencia a liberação de hormônio do crescimento, regula o uso de energia e até afeta sua motivação e humor. Quando você entende como ela se comporta durante o exercício, percebe que seu corpo é muito mais inteligente do que parece.

E ao contrário do que muitos acreditam, o jejum intermitente não transforma você em refém da fome — ele ensina seu corpo a usar suas reservas de forma eficiente.

Composição plana com garrafa de água, monitor cardíaco, prato vazio simbolizando jejum e equipamentos de exercício representando controle hormonal

O que acontece com a grelina quando você treina em jejum

Aqui vem a parte surpreendente: durante o exercício físico, especialmente treinos de intensidade moderada a alta, os níveis de grelina tendem a cair. Isso mesmo — você treina sem comer, mas a fome diminui temporariamente.

Por quê? Porque seu corpo entra em modo de ação. Durante o exercício, o fluxo sanguíneo é redirecionado para os músculos, coração e pulmões. O sistema digestivo fica em segundo plano. Nesse estado, não faz sentido biológico sentir fome intensa — seu organismo está focado em performance, não em digestão.

Estudos mostram que a supressão da grelina durante o treino pode durar de 30 minutos a 2 horas após o exercício. É uma janela metabólica onde você tem controle sobre a fome, não o contrário.

Esse é exatamente o tipo de mecanismo que investigamos na Clínica Rigatti — entender como seu corpo responde ao jejum e ao exercício para criar protocolos personalizados que funcionam com sua biologia, não contra ela.

Mas e depois do treino? A fome não explode?

Essa é a pergunta de um milhão. E a resposta depende de como você treinou e do que você fez nas horas seguintes.

Se você fez um treino intenso e prolongado em jejum — especialmente acima de 60-90 minutos — sim, a grelina pode subir de forma compensatória depois. Seu corpo entende que gastou energia sem repor e ativa os sinais de fome para garantir a recuperação.

Mas se o treino foi moderado (30-45 minutos) e você se alimenta de forma estratégica logo após, a resposta da grelina tende a ser controlada. O segredo está em não prolongar o jejum indefinidamente após o esforço físico.

Aqui entra outro hormônio importante: a nesfatina, que desliga a fome naturalmente. Quando você treina em jejum de forma inteligente, pode ativar esses mecanismos de saciedade sem precisar comer o tempo todo.

Quer saber se treinar em jejum é adequado para o seu metabolismo? Converse com nossos especialistas e descubra.

Mesa de cozinha moderna com refeição pós-treino balanceada contendo proteínas, carboidratos e vegetais frescos para recuperação adequada

Quando treinar em jejum pode ser problemático

Nem tudo são flores. Existem situações em que treinar em jejum pode, sim, desregular sua fome e prejudicar seus resultados.

Se você já tem compulsão alimentar ou hormônios da fome desregulados, o jejum antes do treino pode amplificar o problema. A grelina já está alta, o cortisol sobe com o exercício, e você termina o treino com uma fome voraz e pouco controle sobre as escolhas alimentares.

Outro cenário delicado: mulheres em fase lútea do ciclo menstrual (segunda metade do ciclo) ou em períodos de estresse crônico. Nesses momentos, o corpo já está mais sensível ao cortisol elevado, e adicionar jejum + treino pode ser um gatilho para desregulação metabólica.

A individualização é tudo. O que funciona para uma pessoa pode sabotar outra.

Como usar o jejum e o treino a seu favor

Se você quer experimentar treinar em jejum sem bagunçar sua fome, aqui estão os princípios que fazem diferença:

Comece com treinos leves a moderados. Caminhadas, treinos de força com volume controlado, yoga. Deixe os treinos intensos e longos para quando estiver alimentado.

Respeite a janela pós-treino. Não precisa comer imediatamente, mas dentro de 1-2 horas, faça uma refeição balanceada com proteína e carboidratos de qualidade. Isso sinaliza ao corpo que a recuperação está garantida e evita o efeito rebote da grelina.

Observe seus sinais. Se você termina o treino em jejum e sente tontura, irritabilidade extrema ou fome incontrolável, seu corpo está pedindo ajustes. Não force um protocolo que não se encaixa no seu momento metabólico atual.

E lembre-se: o jejum não é obrigatório para resultados. Ele é uma ferramenta — útil para alguns, desnecessária para outros.


Site Clínica Rigatti

A grelina não é sua inimiga

A grande lição aqui é que a grelina não é um vilão a ser combatido. Ela é um mensageiro. E quando você entende a linguagem do seu corpo — quando a fome sobe, quando ela cai, como o exercício modula esses sinais — você ganha autonomia.

Treinar em jejum pode, sim, ser uma estratégia poderosa para otimizar a queima de gordura, melhorar a sensibilidade à insulina e até aumentar a clareza mental. Mas só funciona quando respeita sua biologia individual, seu nível de estresse, sua qualidade de sono e seu histórico metabólico.

Na Clínica Rigatti, avaliamos todos esses fatores antes de recomendar qualquer protocolo de jejum ou treino. Porque saúde não é sobre seguir modismos — é sobre descobrir o que faz seu corpo funcionar no seu melhor.

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Agende sua avaliação e descubra o protocolo personalizado que respeita seus hormônios e potencializa seus resultados.

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